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Reflexão

sábado, 7 de janeiro de 2012

POETA E POESIA


Na sua confusão interior
O poeta procura se encontrar
Construindo com palavras
Algo que o mundo desprezou

As letras escritas de sangue
Plasmam seu QI de sofrimento
O papel sorrir simiesco
Da sofreguidão vazia
Do pensador

A frase só fala para ele
Em lições de desdém e conselhos
O poeta reler contrafeito
Riscando a palavra crueldade

O lápis se mantém suado
Por entre os dedos gelados
O poeta rabisca a vida
Vendo-se num espelho de estragos.

José Cícero

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dia de Reis


O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do Oriente" que, segundo o hagiológio, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis".

Histórico

A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.

Tradições

Em alguns países, como Espanha, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com capim (erva) antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar viagem. Em troca os Reis magos deixariam doces que as crianças encontram no lugar do capim após acordar. A tradição também consiste em comer Bolo-Rei, no interior do qual se encontra uma fava e um brinde escondidos. A pessoa que encontra a fava deve "pagar" o Bolo-Rei no ano seguinte. Em frança (agora também noutros paises) come-se "Galette des rois" onde também encontram um brinde no seu interior, a galette também costuma trazer uma coroa, quem encontrar o brinde será rei e será coroado. Em Portugal e também em outros paises as pessoas que moram em pequenas terras costumam ir cantar os reis de porta em porta, as pessoas dão-lhes doces, salgados etc... No Brasil esta tradição é comemorada com festas onde é servido doces e comidas típicas das regiões. Há ainda festivais com Companhias de Reis (grupo de músicos e dançarinos) que cantam músicas referentes ao evento.

*Fonte Wikipédia

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ZANGA DE VELHO


Quando eles se casaram, no ardor dos seus 20 e 18 anos (ele e ela), o mundo lhes parecia azul como viu Armstrong lá das alturas. Se não era assim, era melhor: - azul com umas bolinhas douradas! casamento "de gosto" de ambas as famílias, foi festa para durar três dias. Perus, capotes, capões cevados, um capado e mais vinte galinhas deram suas vidas, em holocaustos ao grande acontecimento, por todo esse tempo, a concertina, os pífanos, o zabumba, o triângulo, a rebeca e outros bichos de fazer zoada encheram de samba e de festa a casa do pai da feliz noiva ou do pai do venturoso noivo, alternadamente. Ninguém sabe quanto foi consumido de vinho de jurubeba, licor de jenipapo e branquinha de acarape. Foi coisa pra ficar na história e por anos ser comentada.
Quem me contou o "causo" foi vovô Acelino e, mesmo fato passado, há quase um século, omito os nomes dos personagens para evitar que algum deles - ou seus descendentes - me venha puxar as orelhas. Basta que os chame de Félix e Aninha. Casados e de mãos dadas, naquele juramento que uniria até a morte, foram para o seu novo ninho, na Aba da Serra. Aninha herdara da mãe aquele gosto pelas coisas da , a dedicação ao jovem marido, o cuidado e zelo das vaidosas jovens-senhoras. Ao redor da morada, o terreiro limpo bem ciscado, um banquinho de pedra, uns canteiros de margaridas, uns pés de jasmim que subiam pelas pilastras do alpendre. Dentro, umas combucas, uns "cacos" onde vicejavam essas plantinhas dengosinhas, mimosas, que mais gostam dos ambientes sombrios. Félix, por sua vez, um mouro nos trabalhos das roças, se desdobrava em atenções e afeto à sua companheira. Leal e ativo, bravo e lutador, enchia os campos com o seu labor e sementes e os paióis da casa do que necessário fosse.
Nessa harmonia, neste mútuo e enlevado entendimento, foi a casa, também, enchendo-se de filhos. Ano após ano, surgiam novos rebentos, novas flores despontavam. Entre as roseiras e cravos, ali plantados, parecia, também, plantada a árvore da ventura. A todos enchia de inveja o congraçamento e tão forte era a união de toda aquela gente. Como eram felizes, diziam todos! O tempo, o implacável marcador de rugas e cabelos brancos, foi chegando de mansinho e deixando seus traços naquele casal que partira, um dia colocando seus sonhos acima das estrelas. E, com as rugas... coisa de nome parecido: - as "rusgas!" Pequenos desentendimentos, ligeiros bate-bocas, os chamados amuos... A velhice (que não falta aos que não morrem jovens!) foi chegando e, com ela, a irritação, os gestos neurastênicos. "Nada mais infeliz que uma velhice intranquila, sem sossego, sem paz", disse com muita senectude sem rumo, sem segurança. Não fugindo à regra geral, o nosso jovem Félix passou a ser chamado o velho Félix da Aba da Serra.
Já passava dos setenta e lá vai pedra... quando as medidas se lhe encheram da noite para o dia, saiu de casa, sem bilhete, sem recado e desapareceu. Cadê ele? O que foi que houve? todos se perguntavam e a resposta era o clássico "ninguém sabe!" A família toda, como natural, se encheu de apreensão e tristeza. Fez buscas, tentativas para encontrá-lo, mas, tudo em vão. Aninha - agora - a velha Ana - mulher de capricho e fibra, foi se conformando e esquecendo, coisa no que o tempo ajuda. Ingratidão, desamor, caduquice... cada um dava ao episódio sua classificação - pedida, ou não! O certo é que, por muito tempo, não se teve mais notícia do fugitivo. O velho resolutamente, arrumara a maca e a caíra nos "bredos".
Um dia, porém, (há sempre um dia, nessas histórias!) conversa-vai-conversa-vem, descobriram que o "exilado" tava morando em Amarante, no Piauí. Será verdade perguntavam todos, e a família se reuniu "em sessão plena", resolvendo tirar a coisa a limpo. Um "positivo", emissário de confiança, foi mandado às plagas piauiense. Você pensa foi fácil, messo numa cidade pequena, descobrir o paradeiro velho Félix? Mas, nosso investigador tinha tino de Sherlock o faro desses cães policiais de busca. Ninguém dava notícias do tal procurado. Andou, virou, mexeu, escavacou, sem perder a esperança de encontrá-lo. Na feira, por acaso, viu um menino vendendo uns "tabaqueiros", que eram a "marca registrada" do velho. De mansinho, como quem não quer, querendo, foi ao garoto. Deus-lhe uma "salivada", comprou um e terminou descobrindo onde morava o famoso artesão dos tabaqueiros.
Foi lá e, sem maior dificuldade, deu-se a conhecer e falou de sua importante missão: - levá-lo de volta à família, que chorava e reclamava sua ausência. Sentados em banquinhos de madeira, na sala, discutiram os prós e contras, os "sins" e os "senões". O velho, relutante, teimoso, sem querer voltar! A argumentação do enviado diplomático foi a mais forte e tocante: - as lágrimas e temores da família, os cometários dos amigos e não era possível que São Raimundo Nonato concordasse com aquilo! O velho se balançou nas suas bases, fez fincapé na sua trincheira... as terminou concordando em voltar. Marcado o regresso, lá se vão, pelos caminhos que trazem de volta o filho pródigo, Félix e seu anjo da guarda. Durante a viagem aquela conversa mole de amaciar coração, desanuviar espírito, trá-lá-lá... Vai nascendo, na alma do velho, aquele sentimento de renúncia, perdão, contemporização. Nada como o "lar, doce lar", argumentam os dois.
Depois de longa viagem, chegando à Aba da Serra, à porta da casa que espera o "arrependido", com um abração, separam-se os caminhantes amigos. Na mais bruta calma e serenidade, Félix pendurou a maca num torno que havia no alpendre e se sentou num banquinho, seu velho conhecido. As roupas, surradas da caminhada, os cabelos e a barba, crescidos e embranquecidos, davam-lhe um ar de ermitão dos desertos. Decorrida mais ou menos meia hora, a velha Ana apareceu, casualmente, e, debruçando-se na meia-porta de baixo deu com a figura paciente do velho marido, aquele, com o qual jurara, há mais de cinquenta anos, "marchar juntos e de mãos dadas, por toda a vida". Olhou, ironicamente, para ele e, a boca mole desdentada, a cara lambuzada de farinha, as mãos postadas na rotunda "garupa", só fez dizer: -
- Por onde tanto andou, que tão bom cabelo criou?
O velho Félix da Aba da Serra (nem sei que sentiu!) levantou-se, de vez, tirou a maca do torno e sem dizer uma palavra, novamente, meteu na estrada seus passos vigorosos e tomou rumo rumo da Paraíba. Até Hoje ninguém deu mais notícias dele. Taí em que zanga de velhos... coisinha "renitente!".
Atenção, gentil leitora, não leia o que se segue: - é pura pornografia, safadeza das mais grossas! Disse-me, certa vez, um neto do velho Félix que o que motivou a revolta e saída do seu venerável avô foi a falta de decoro e compostura de D. Ana, que, já passada dos sessenta - quando devia se dar mais a respeito! - usou, na festa de São Raimundo, um vestido curto, escandaloso, indecente que a todos mostrava as "bolachas" dos tornozelos! Tem jeito uma coisa desta?
(Garanto que você leu este pedacinho, só pela "advertência)

Dr. José Ferreira
Médico e escritor varzealegrense

de seu livro Contos estranhos

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL


É um problema digestivo que pode ser de causa fisiológica, patológica ou por dieta inadequada. A prevenção através dos alimentos é uma forma natural que também previne diverticulite, veias varicosas, hemorroidas e doenças gastrointestinais crônicas, pela falta de hábito de ingerir fibras como: feijões, aveia, trigo, cevadinha, pão integral, nozes, castanhas, frutas secas, sementes, vegetais folhosos, vagens e também raízes como cenoura, beterraba, aipim, batata, além de frutas ao natural. São necessárias para o bom funcionamento do cólon, pois são ricas em fibras, vitaminas e minerais.

Eronita de Aquino Costa
Nutricionista de Porto Alegre

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

OS AMIGOS E OS LIVROS


Buscar amigos e livros requer paciência.
Mas encontrá-los é sinal de alegria.
Buscar poucos amigos é não se render à quantidade.
Os amigos ficam melhores com o tempo.
Buscar livros na estante é querer sabedoria.
Amigos ricos ou pobres não fazem diferença.
Livros antigos, novos, coloridos... todos escondem riquezas
Inéditas.
Feliz quem vence a cegueira do analfabetismo.
Feliz quem enxerga um amigo na multidão.
Uma estante repleta de livros é certeza de boa companhia.
Uma caminhada com amigos é certeza de acolhimento e
Partilha.
Um amigo converte tormentas em chuva calma.
Um livro converte a solidão em silêncio fértil.
Estender a mão a um amigo em momentos difíceis é
Reencontrar a própria natureza.
Abrir um livro e acariciar suas páginas é reencontrara magia
Própria da infância.
Um amigo é a presença forte na fraqueza
Um livro é o conselho certo na hora da dúvida.
Cuida dos amigos.
Zela pelos livros.
Procura os amigos para partilhar a vida.
Procura os livros para aprender mais sobre a vida.
Os livros nos ensinam a cultivar a esperança em um porvir
Mais bonito.
Os livros nos indicam novas trilhas para a realização.
Os livros são nossos amigos.

Assis Almeida

Do seu livro "Histórias Interessantes 3 Metáfora da Vida. Página 94,95

*Ofereço a todos os meus amigos virtuais e reais

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O LAÇO

Meu Deus!!! Como é engraçado!... .
Nunca tinha reparado como é curuioso um laço...
Uma fita dando voltas que se enrosca...
Mas não se embola.
Vira, revira, circula e pronto:
Está dado o laço.
Assim como o abraço:
Coração com coração.
Tudo isso cercado de muito braço.
É assim que é o laço:
Um abraço no presente...
No cabelo...
No vestido...
Em qualquer coisa que faço.
E quando puxo uma ponta,
O que é que acontece?
Vai escorregando... devagarzinho...
Desmancha... desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo....
E na fita que curioso,
Não faltou nenhum pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade,
Tudo que é sentimento,
Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho,
Mas pode desfazer a qualquer hora,
Deixando livre as duas pontas do laço.
Por isso é que se diz:
Laço afetivo, laço de amizade...
Assim é o amor...
Não prende, não escraviza,
Não aperta, não sufoca.
(Mário Quintana)

O AVESSO DA LENDA


Seu Joaquim está aborrecido. As histórias que se atribuem a ele alimentam há anos a imaginação popular. Respostas abrutalhadas para perguntas descabidas fizeram deste homem simples um verdadeiro mito no anedotário nordestino. O cidadão real, porém, nega a lenda inventada. Despindo a capa de "ignorante" e zangado, quer ser visto apenas como bom vizinho e poeta inspirado.

Sentado em uma velha cadeira de rodinhas para escritório, o senhor de barba tosada, óculos escuro e chapéu de massa observa tranquilamente a rua. Ao redor, uma variedade impressionante de objetos novos e usados estão expostos ao sol e ao gosto do freguês. Atrás dele uma loja se estende apanhada de bugigangas, algumas tão velhas que levantam dúvidas sobre seu uso e utilidade.
Porém, para quem passa pela Rua Santa Luzia, centro comercial da cidade de Juazeiro do Norte, o senhor de ar monótono e impávido é um ícone quase tão famoso quanto o Padre Cícero, com o adicional óbvio: está vivinho da silva. De nome ninguém o conhece. Há muito que passou ao estágio de ser descorporificado, habitante fantástico de histórias que percorrem todo o Nordeste e além.
Há até quem diga que ele simplesmente não exite. E os que sabem de sua existência preferem desconsiderar sua vida real. Joaquim Santos Rodrigues, ou para ser mais claro seu Lunga, segue vivendo assim uma vida dupla: a de ser homem e lenda ao mesmo tempo.

O HOMEM

O homem nasceu em 1927, em Caririaçu, cidade fronteiriça a Juazeiro. Seus pais eram alagoanos, viviam da agricultura e assim criaram todos os oito filhos. A chegada de Joaquim em Juazeiro se deu em 1947, quando ele tinha 20 anos e a ourivesaria reinava soberana na terra do Padre Cícero. O recém-chegado passou a fabricar joias, para logo negociar cereais no mercado público da cidade.
Casado desde 1951, em 60 anos de casamento Joaquim estendeu a família em 13 filhos e 12 netos. A loja de ferragens, que existe até hoje, foi montada em 1960. Dessa época para cá ele abre suas portas às oito da manhã, fecha ao meio-dia, reabre às duas da tarde e fecha novamente as dezoito horas. Todo dia, religiosamente

O MITO

A data exata em que nasceu a lenda é difícil precisar. O certo é que o cordelista Abraão Bezerra Batista foi pioneiro ao publicar, 1983, um folheto de cordel intitulado "As Histórias de Seu Lunga, o Homem mais Zangado do Mundo". A partir daí surgiram outros 78 títulos de cordel, de 39 cordelistas diferentes, que podem ser encontrados em feiras, bancas e livrarias em todo Nordeste.
De seu Lunga, o mito pouco se sabe. Nascido em Juazeiro do Norte, ele é tido como o homem mais mal humorado do mundo. Sua fama se deve precisamente às respostas grosseiras que dirige a quem fizer uma pergunta "besta". Impaciente, ignorante, brabo, cabra da peste: são adjetivos costumeiramente associados ao personagem fictício. As histórias são passadas oralmente, geração após geração, fazendo de seu Lunga um ser sem idade exata definida. A rabugice, logo associada à velhice, tornou-o idoso pela vida inteira.

A VINGANÇA

O homem cansado da lenda, resolveu então se vingar. Moveu uma ação contra o cordelista Abraão Batista, alegando que este se utiliza de seu nome indevidamente, o que se consolidaria uma imagem negativa. Joaquim Santos Rodrigues teve ganho de causa e Abraão Batista não poderá mais usar o nome de "Seu Lunga" em seus escritos.
"Na minha opinião, no meu pensamento, na minha lógica, isso só acontece por falta de justiça. São 157 histórias sobre a minha pessoa e nenhuma é verdade. Esse cabra que escreveu isso nunca me deu um bom-dia. Dizer o que você não é, é ruim. Me diga uma coisa, como é que o camarada vai escrever sobre esse personagem que você pensa da minha pessoa e não pesquisa pra saber se isso é verdade? Eu sou comerciante desde 1960 e tenho um só preço", esbraveja seu Joaquim.
A mágoa é contra o que o mito esconde "esse camarada Abraão botou no folheto que eu sou o homem mais ignorante do mundo, aí tem gente que chega aqui pensando que eu sou um homem ignorante e vem com pergunta imbecil, vem com proposta desagradável. Mas olhe, eu sei ler, sei escrever, sei as operações de conta, e além disso eu crio discursos, eu faço discurso público e tenho várias poesias de minha autoria. Eu sei dialogar e nunca recebi uma reclamação, eu sei onde eu me meto". Afirma.

O OCULTO

O que o povo desconhece é que Joaquim Santos Rodrigues, quando assim deseja e a verve está afiada, é um poeta atilado, de criações espontâneas e firmes. Dedo em riste, sorriso nos lábios, declama em alto e bom som
"Quem não mora muito longe
Morando perto é vizinho
Encostado a essa mata
Mata que tem espinho
Cada um tem seu galho
Cada galho tem um ninho
Não vou morar nessa mata
Por causa dos passarinhos".
É muito de repente. o "homem mais ignorante do mundo", o senhor de respostas ferinas, nordestino brabo transformado em piada nacional, se converte em um cidadão tranquilo e vaidoso. "Como essa eu tenho umas outras tantas!". E seu Joaquim se revela uma anfitriã0 conversador, prático e honesto, embora intransigente, como os diversos Joaquins que existem em todo o sertão nordestino.
"Quem me conhece não me interessa. Mas quem me conhece me preza", afirma ele, categórico. E de sorriso no rosto, aperto forte na mão direita, se despede em verso com a gentileza típica do sertanejo:
"Adeus amante querido
Meu amor sempre livrado
Aceite lembranças minhas
E recordações do passado".


Raquel Paris

Na revista "Cariri Revista página 55

domingo, 1 de janeiro de 2012

HOMENAGEADA DO DIA.


PAZ, VÁRZEA ALEGRE QUER PAZ


Paz
Várzea Alegre
Quer paz


E eu sou capaz
Desse quadro reverter
Isso digo pra valer

Faço minha parte
Com minha arte
E a sua compreensão

Busque a paz
E seja capaz
De pregar a união

Paz
Várzea Alegre
Quer paz

E o ódio se desfaz
Acabando o desamor
Reinando o amor.

Israel Batista

*Espero que o ano de 2012 seja um ano repleto de muita paz, amor e compreensão entre os homens. Feliz 2012

MANDAMENTOS DA PAZ SOLIDÁRIA


*Saber colocar-se no lugar do outro.
*Não responder a violência com violência.
*Promover o diálogo.
*Interessar-se pela comunidade.
*Descobrir e valorizar o que há de positivo nas pessoas.
*Fazer parceria, juntar forças.
*Cuidar das causas dos problemas.
*Conhecer e usar os recursos legais.
*Não ficar em silêncio diante da injustiça.
*Cultivar a espiritualidade da esperança e da reconciliação.

Revista O santo dos milagres fevereiro de 2005