João Bitu publicou em Fideralina Freitas
há 50 minutos
DORMÍ NO PONTO
Quando o homem envelhece
Mais desprevenido fica
E nisto aí implica
“Quase sempre ele padece
Quem de má fé é que cresce”.
Por não pensar de antemão
Ou por falta de precaução
Quase sempre é enrolado
Por não agir com cuidado
Fica na reclamação.
Há um ditado que fiz
Que, quem paga adiantado
Quase sempre é enganado
Tal a máxima prediz
Princípio mais que infeliz!
Mas tendo no bolso a grana
Quase todo ser engana.
Quer seja branco ou preto
É carne do mesmo espeto
É caldo da mesma cana;
Seja velho mas não durma
Esteja sempre acordado
Quem está do outro lado
Não é membro de sua turma
Não se sabe onde se enturma.
Deixo aqui esses apelos
Pelos meus brancos cabelos
Nenhuma cautela é demais
Eu fui passado pra trás
Por não seguir tais conselhos!.
João Bitu
Mensagem
Reflexão
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
O BANQUINHO .
Não há coisa mais sensata do que relembrar o passado como lição para se meditar.
É dessa forma que relato com alegria os anos vividos na Picada e esse banquinho
tem muito haver com minhas nostalgias. A saudade que senti de pessoas amadas,a
solidão, as dificuldades de comunicações, próprias da época foram motivos para que
tudo fosse feio diante dos meus olhos e da minha mente. No entanto, as maravilhas
da Natureza, as noites de luar me alegrariam e hoje, sinto SAUDADES!
Fideralina.
É dessa forma que relato com alegria os anos vividos na Picada e esse banquinho
tem muito haver com minhas nostalgias. A saudade que senti de pessoas amadas,a
solidão, as dificuldades de comunicações, próprias da época foram motivos para que
tudo fosse feio diante dos meus olhos e da minha mente. No entanto, as maravilhas
da Natureza, as noites de luar me alegrariam e hoje, sinto SAUDADES!
Fideralina.
COMUNICADO.
O médico varzealegrense Sávio Pinheiro, lança no domingo, 25 de agosto, no Barracão Cultural, durante a festa do padroeiro São Raimundo Nonato, o livro Dedo de Prosa, Punhado de Versos, Marco do Miolo do Pinheiro, Estrela Dalva.
Segundo o Dr. Sávio a trilogia é uma mistura de estilos literários que reúne a prosa, o cordel, a crônica, entre outros gêneros.
Dr. Sávio ganhou destaque ao utilizar o seu talento para a cultura de cordel na difusão dos serviços de saúde do SUS – Sistema Único de Saúde. Ele é médico do PSF.
Além de membro do colegiado de escritores cearenses, ele também é membro efetivo da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.
- See more at: http://varzeaalegre.com/portal/dr-savio-pinheiro-lancara-livro-no-barracao-cultural/#sthash.xMi5YcR3.dpuf
Fideralina
Segundo o Dr. Sávio a trilogia é uma mistura de estilos literários que reúne a prosa, o cordel, a crônica, entre outros gêneros.
Dr. Sávio ganhou destaque ao utilizar o seu talento para a cultura de cordel na difusão dos serviços de saúde do SUS – Sistema Único de Saúde. Ele é médico do PSF.
Além de membro do colegiado de escritores cearenses, ele também é membro efetivo da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.
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Fideralina
sábado, 10 de agosto de 2013
O LEGADO QUE O PAPA FRANCISCO NOS DEIXOU
HomeSobre o Autor
O legado que o Papa Francisco nos deixou
30/07/2013
Não é fácil em poucas palavras resumir os pontos relevantes das intervenções do Papa Francisco no Brasil. Enfatizo alguns com o risco de omitir outros importantes.
O legado maior foi a figura do Papa Francisco: um humilde servidor da fé, despojado de todo aparato, tocando e deixando-se tocar, falando a linguagem dos jovens e as verdades com sinceridade. Representou o mais nobre dos líderes, o líder servidor que não faz referência a si mesmo mas aos outros com carinho e cuidado, evocando esperança e confiança no futuro.
No campo político encontrou um país conturbado pelas multitudinárias manifestações dos jovens. Defendeu sua utopia e o direito de serem ouvidos. Apresentou uma visão humanística na política na economia e na erradicação da pobreza. Criticou duramente um sistema financeiro que descarta os dois pólos: os idosos porque não produzem e os jovens não criando-lhes postos de trabalho. Os idosos deixam de repassar sua experiência e os jovens são privados de construir o futuro. Uma sociedade assim pode desabar.
O tema da ética era recorrente, fundada na dignidade transcendente da pessoa. Com referência à democracia cunhou a expressão “humildade social” que é falar olho a olho, entre iguais e não de cima para baixo. Entre a indiferença egoista e o protesto violento apontou uma opção sempre possível: o diálogo construtivo. Três categorias sempre voltavam: o diálogo como mediação para os conflitos, a proximidade para com as pessoas para além de todas as burocracias e a cultura do encontro. Todos tem algo a dar e algo a receber. “Hoje ou se aposta na cultura do encontro ou todos perdem”.
No campo religioso foi mais fecundo e direto. Reconheceu que”jovens perderam a fé na Igreja e até mesmo em Deus pela incoerência de cristãos e de ministros do evangelho”. O discurso mais severo reservou-o para os bispos e cardeais latinoamericanos (CELAM). Reconheceu que a Igreja, e ele mesmo se incluíu, está atrasada com referência à reforma das estruturas da Igreja. Conclamou não apenas a abrir as portas para todos, mas a sairem em direção do mundo e para as “periferias existenciais”. Criticou a “psicologia principesca” de membros da hierarquia. Eles tem que ser pobres interior e exteriormente. Dois eixos devem estruturar a pastoral: a proximidade do povo, para além das preocupações organizativas e o encontro marcado de carinho e ternura. Fala até da necessária “revolução da ternura” coisa que ele mostrou viver pessoalmente. Entende a Igreja como mãe que abraça, acaricia e beija. Essa atitude materna os pastores devem cultivar para com os fiéis. A Igreja não pode ser controladora e administradora mas servidora e facilitadora. Enfaticamente afirma que a posição do pastor não é a posição do centro mas a das periferias. Esta afirmação é de se notar: a posição do bispos deve ser “ou à frente para indicar o caminho, ou no meio para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas, ou então atrás para evitar que alguém se desgarre” e dar-se conta de que “o próprio rebanho tem o seu olfato para encontrar novos caminhos”. Ademais, deu centralidade aos leigos para junto com os pastores decidirem os caminhos da comunidade. O diálogo com o mundo moderno e a diversidade religiosa: o Papa Francisco não mostrou nenhum medo face ao mundo moderno; quer trocar e inserir-se num profundo sentido de solidariedade para com os privados de comida e de educação. Todas as confissões devem trabalhar juntas em favor das vítimas. Pouco importa se o atendimento é feito por um cristão, judeu, muçulmano ou outro. O decisivo é que e o pobre tenha acesso à comida e à educação. Nenhuma confissão pode dormir tranquila enquanto os deserdados deste mundo estiverem gritando. Aqui vige um ecumenismo de missão, todos juntos, a serviço dos outros.
Aos jovens dedicou palavras de entusiasmo e de esperança. Contra uma cultura do consumismo e da desumanização convocou-os a serem “revolucionários” e “rebeldes”. É pela janela dos jovens que entra o futuro. Criticou o restauracionismo de alguns grupos e o utopismo de outros. Colocou o acento no hoje:”no hoje se joga a vida eterna”. Sempre os desafiou para o entusiasmo, para a criatividade e para irem pelo mundo espalhando a mensagem generosa e humanitaria de Jesus, o Deus que realizou a proximidade e marcou encontro com os seres humanos.
Na celebração final havia mais de três milhões de pessoas, alegres, festivas e na mais absoluta ordem. Desceu um aura de benquerença, de paz e de felicidade sobre o Rio de Janeiro e sobre o Brasil que só podia ser a irradiação do terno e fraterno Papa Francisco e do Sentimento Divino que soube transmitir.
Leonardo Boff escreveu Francisco de Assis e Francisco de Roma: uma nova primavera na Igreja? Editora Mar de Ideias, Rio 2013.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
LEMBRANÇAS.
Nas Traíras eu nasci
Na Picada me criei
Vivi a infância ali
E em Crato eu estudei
Hoje sinto saudades
Relembrando a bondade
De meus pais que os amei.
Tenho de lá recordações
Das tarefas realizadas
Controlando as emoções
E muitas vezes enfezada
Por causa da solidão
Que existe no sertão
Numa casa isolada.
Fideralina.
Na Picada me criei
Vivi a infância ali
E em Crato eu estudei
Hoje sinto saudades
Relembrando a bondade
De meus pais que os amei.
Tenho de lá recordações
Das tarefas realizadas
Controlando as emoções
E muitas vezes enfezada
Por causa da solidão
Que existe no sertão
Numa casa isolada.
Fideralina.
EU E AS MUITAS SAUDADE
EU E AS MUITAS SAUDADES
Eu nasci lá nas Lagoas
Do Coronel Zé Vitorino
No sítio Carnaúbas
Paraíso de menino.
Nossa casa era ao lado
Do Riacho do Machado
Em clima ameno e junino!
Na frente do casarão
Tinha uma árvore que só
De lembrá-la a emoção
Na garganta dá-me um nó
Meu peito ainda se agita
Com aquela coisa bonita
O frondoso “Pau Mocó”
Bem próximo do quintal
Tinha um pé de sabonete
Que sombreava o curral.
Para o gado em deleite
Onde se via cabisbaixa
Nossa vaca “Ponta Baixa”
Da família – A Mãe de Leite
O Luar das Carnaúbas
É mais belo que o da cidade
Nenhum prédio lhe ofusca
A saudável claridade.
O luar do meu Sertão
Embevece o coração
E o acalenta de verdade!
Quando chegava o verão
A cultura das sementes
E o transporte do algodão,
Bem no terreiro da frente
Os burros comiam feno:
Veneza, Mimoso e Moreno,
Melão, Dourada e Corrente!
Dessa tropa de animais
Posso esquecer, mas, não quero
De vê-la posta em currais
Sob os cuidados austeros
Porém corretos e ordeiros
Daqueles bravos tropeiros
JOSIAS E ZÉ SEVERO.
A minha humilde infância
Modesta sim, mas querida,
Num clima de tolerância
Sem luxúria foi vivida.
O sertão foi meu berçário
Onde cursei o primário
Com Zely e Margarida!
Não posso esquecer o Lopes
E da manga do Jaburú
Quando tirava a galope
Da cacimba ao Coaçu
E da escola – o meu grupinho
Carlos, Lauro de Agostinho,
E Francisca de Pupu!
As quermesses do Juazeirinho
Uma tradição mui rica
Tinha milho bem verdinho
Muita pamonha e canjica
Na minha infância modesta
Nunca perdi uma festa
Do Velho Miguel Marica
Saudades bem verdadeiras
Daqueles pés de Juá
Que ficavam na ribeira
Nas terras do Jatobá.
Sinto um desejo medonho
De rever IRENE E ANTONIO
SEU MOISÉS, ROSA e o Tiá!
NENEM DE ZÉ DE ISMAEL
Minha estimada comadre
BAÍA, CHICO E JOEL,
Muito mais do que compadres
Amigos até a morte.
E lá no sítio BOA SORTE
Dona Maria e Zé do Padre!
POMPÍLIO JOSÉ DUÓ
Criado com Zé Vitorino
Era pobre que nem Jó,
Mas decente e muito fino
UM AMIGO DE PRIMEIRA.
E a velha lavadeira
Madalena de Pinino!
Oh que saudades que eu tenho
Da gente lá do meu Centro
Das minhas idas ao engenho
Lá da Lagoa de Dentro
Dos jiraus que Papai montava
E que Mamãe aguava
“De cebolinha e coentro”!
Lembro a moita das galinhas
As touceiras de gitirana
As grandes safras de pinha
E dos pés de cajarana.
Lembro também no terreiro
De um enorme mamoeiro
De frutos tais mel de cana!
Das matas de marmeleiro
Jurema, sarça e Oití,
Mufumbo branco e pereiro
Mandacaru e Tingui
Malícia e Arapiraca,
Juazeiro e alfavaca
Nada disto há por aqui!
Hoje moro na cidade
Com minha alma dividida
Preso á doce mocidade
Sem poder trocar de vida
Por mais que ame o Sertão
É aqui que ganho o pão
-Apesar da vida sofrida!...
Autor: João Bitu.
Eu nasci lá nas Lagoas
Do Coronel Zé Vitorino
No sítio Carnaúbas
Paraíso de menino.
Nossa casa era ao lado
Do Riacho do Machado
Em clima ameno e junino!
Na frente do casarão
Tinha uma árvore que só
De lembrá-la a emoção
Na garganta dá-me um nó
Meu peito ainda se agita
Com aquela coisa bonita
O frondoso “Pau Mocó”
Bem próximo do quintal
Tinha um pé de sabonete
Que sombreava o curral.
Para o gado em deleite
Onde se via cabisbaixa
Nossa vaca “Ponta Baixa”
Da família – A Mãe de Leite
O Luar das Carnaúbas
É mais belo que o da cidade
Nenhum prédio lhe ofusca
A saudável claridade.
O luar do meu Sertão
Embevece o coração
E o acalenta de verdade!
Quando chegava o verão
A cultura das sementes
E o transporte do algodão,
Bem no terreiro da frente
Os burros comiam feno:
Veneza, Mimoso e Moreno,
Melão, Dourada e Corrente!
Dessa tropa de animais
Posso esquecer, mas, não quero
De vê-la posta em currais
Sob os cuidados austeros
Porém corretos e ordeiros
Daqueles bravos tropeiros
JOSIAS E ZÉ SEVERO.
A minha humilde infância
Modesta sim, mas querida,
Num clima de tolerância
Sem luxúria foi vivida.
O sertão foi meu berçário
Onde cursei o primário
Com Zely e Margarida!
Não posso esquecer o Lopes
E da manga do Jaburú
Quando tirava a galope
Da cacimba ao Coaçu
E da escola – o meu grupinho
Carlos, Lauro de Agostinho,
E Francisca de Pupu!
As quermesses do Juazeirinho
Uma tradição mui rica
Tinha milho bem verdinho
Muita pamonha e canjica
Na minha infância modesta
Nunca perdi uma festa
Do Velho Miguel Marica
Saudades bem verdadeiras
Daqueles pés de Juá
Que ficavam na ribeira
Nas terras do Jatobá.
Sinto um desejo medonho
De rever IRENE E ANTONIO
SEU MOISÉS, ROSA e o Tiá!
NENEM DE ZÉ DE ISMAEL
Minha estimada comadre
BAÍA, CHICO E JOEL,
Muito mais do que compadres
Amigos até a morte.
E lá no sítio BOA SORTE
Dona Maria e Zé do Padre!
POMPÍLIO JOSÉ DUÓ
Criado com Zé Vitorino
Era pobre que nem Jó,
Mas decente e muito fino
UM AMIGO DE PRIMEIRA.
E a velha lavadeira
Madalena de Pinino!
Oh que saudades que eu tenho
Da gente lá do meu Centro
Das minhas idas ao engenho
Lá da Lagoa de Dentro
Dos jiraus que Papai montava
E que Mamãe aguava
“De cebolinha e coentro”!
Lembro a moita das galinhas
As touceiras de gitirana
As grandes safras de pinha
E dos pés de cajarana.
Lembro também no terreiro
De um enorme mamoeiro
De frutos tais mel de cana!
Das matas de marmeleiro
Jurema, sarça e Oití,
Mufumbo branco e pereiro
Mandacaru e Tingui
Malícia e Arapiraca,
Juazeiro e alfavaca
Nada disto há por aqui!
Hoje moro na cidade
Com minha alma dividida
Preso á doce mocidade
Sem poder trocar de vida
Por mais que ame o Sertão
É aqui que ganho o pão
-Apesar da vida sofrida!...
Autor: João Bitu.
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