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Reflexão

sábado, 5 de outubro de 2013

LÁGRIMAS DE AMOR.

                                   Hora da despedida, momento triste do adeus,
                                   Instantes amargos e cruéis da separação.
                                   Ela se foi. Deixou comigo o seu coração.
                                   E partiu... levando com ela o meu.

                                   Inda lembro todos os gestos seus:
                                   A avidez com que apertava minha mão,
                                   Envolvidos ficamos num momento de paixão,
                                   Fitando seus olhos e ela mirando os meus.
   
                                  Tristeza, paixão, saudade e dor,
                                  Tudo isto numa realidade de horror,
                                  Que nos envolve num amargo enlace.
  
                                  E naqueles instantes cruéis de langor,
                                  Duas cristalinas lágrimas de amor,
                                  Rolaram-lhe carinhosamente pela face. 
  
          Atenção:
       Não sou a autora, só a personagem.

PARA RECORDAR,

Quanta Saudade! Ouvindo Nelson, revivo anos de felicidades e de alegria! O tempo passa mais as recordações permanecem.
                    Fideralina
.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

SAUDADES DE OUTRORA - Por Vicente Almeida

Fideralina, que tal sentar no divã e curtir essa bela música com o cantor das multidões apaixonadas dos nossos 15, 18, 20 anos?

Aqueles eram tempos de sonhos dourados, de projetos, de confidências, de tertúlias, e tantas outras coisas gostosas, que somente nós que passamos por lá podemos relembrar e reviver, inclusive as fugas para as praças onde os jovens se encontravam e se curtiam sem o arrojo da libertinagem de hoje.

Pois é, lembrei de você e não deu outra. Foi Nelson Gonçalves e Carlos Gardel, na cabeça. Veja se gosta. Te desejo um ótimo final de semana.

Vicente Almeida
04/10/2013

ORAÇÃO PELA FAMÍLIA


AS CARNAÚBAS por João Bitu


AS CARNAÚBAS
 

Logo ao lado do Riacho do Machado                                                                                      
Que banha com suas águas correntes
As margens férteis desde a nascente
Que se alonga até um fim afasrado,
Ali ficam as Carnaúbas, berço amado,
Onde Pompílio viu o meu nascimento
Iniciando o digno surgimento
Duma prole bem sucedida e amada
Que veio a ser chamada “a bituzada”
Por um poeta em inspirado momento.

Zé Bitu  um  líder bem sucedido
Cidadão de rara prudência e saber
Através de quem tudo havia de ser
Ministrado, com  dispor exercido...
De certo modo era  homem introvertido
Não se prestando ao “disse me disse”
Que de qualquer esquina partisse
Limitando-se ao repente habitual
Que lhe era, por instinto, natural
Cujo na ocasião bem lhe surgisse.

Ao seu lado dedicando-se com ardor
Aos afazeres do lar de paz raríssima
Dona Vicentina esposa e Mãe castíssima
Tudo assistia e compartilhava com amor...
Sua afeição,  seu zelo eram um primor
E consistiam em dar educação
Aos diversos filhos em formação
Reservando- lhes um  futuro de grandeza
Mostrando-lhes sempre o bem com firmeza
Ao doar com carinho frutos do coração
 
Com quanta saudade lembro Tia Isa!
E Chiquinho, - ela cheia de amor e fé 
Os dois ocupavam um lindo chalé
Que recebia agradável brisa
Cujo odor ainda me  fertiliza                                                                                                           
Pequenos detalhes aos quais me agarro
Por mais que sejam até bizarros,
Todo dia, mesmo tendo  já jantado                                                                                               
Corria a degustar um bom pegado            
Que ela deixava na panela de barro

Antonio Alves Bitu meu tio e padrinho
Por diversos conhecido por Seu Antõe
Ficou mesmo com o cognome “Nonõe”
A cuja alcunha atendia com carinho
Jamais se separava  dum cigarrinho                                                                                      
Posto na boca ou atrás da orelha     
Formando uma constante parelha.                                                                                                
De tanto fumar triste e penosa sina
Veio a contrair enfermidade maligna
Que ao tédio e raquitismo se assemelha.

Padrinho Afonso que era barbeiro
Amargava uma existência sacrificada
Herdou uma terra bem isolada
Num local conhecido por Romeiro
Ficava lá trabalhando o dia inteiro
Sem fazer em casa nem um desjejum
Lá ficava sem  alimento algum 
Somente quando,  para casa voltava,
Era  então que  presto   preparava
Um alimento qualquer bem comum.
 
 
Num casebre em penúria absoluta
Habitava Pompílio José Duó
Homem humilde, pobre que nem Jó
Que criava a família em árdua luta
Era, porém, de ilibada conduta
Que em decência e bondade submerso
Subsistia a tudo num viver adverso
Jamais deixava transparecer sua dor.
Com determinação, firmeza e ardor
Foi quem me trouxe  a fazer versos

As Carnaúbas foram em minha vida
O berço da doce e feliz existência
Cenário da mais pura convivência
Fase que em tempo algum será esquecida...
Oh que saudade da  infância querida
Das coisas tão belas que lá ficaram
Pátria em que amor e  paixão abundaram
Suscitando esta simples e fiel história
Daquele sítio de  saudosa memória
 Onde estes fatos se registraram!.

João Bitu
 
 
IMPOSSÍVEL ESQUECER
LUAR DO SERTÃO
Luiz Gonzaga e Milton Nascimento
 
 

REZEM COMIGO:

               Obrigada por rezarem comigo a ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO.
                                                                  Fideralina

04 DE OUTUBRO DIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A Musa do "112"

A MUSA DO ” 112”

“Qualquer semelhança com pessoa real viva ou morta será mera coincidência”

Ao amanhecer o dia
Com o canto da passarada
Próximo à Diva adorada
É só saúde e alegria

Amor e admiração
Estimação e afeto
Num anseio manifesto
Bem dentro do coração

E gostar em bom estilo
E desejar em sigilo
Um grande bem com ternura

E sonhar com compostura
Numa paixão sem aresta
Ao som da linda seresta!

João Bitu

Impossível Esquecer

André Rieu - SERENATA - O CANTO DOS PÁSSAROS




terça-feira, 1 de outubro de 2013

FLORES PARA VOCÊ!

                         VEJAM COMO É BELA A NATUREZA!

Com todo o meu carinho e a minha estima, dedico a todos os amigos
este RAMALHETE de FLORES.
                                       Fideralina.

QUERER É PODER por João Bitu


QUERER É PODER

 
Uma das histórias que Pompílio contava, entre tantas com que nos divertia em sua simplicidade e com seu apurado senso de humor   Lembrar essas suas piadas não é nenhum favor àquele que tan-
tas alegrias nos proporcionou.
 

Houve em certa ocasião,
Quando?  Não estou lembrado,
Pois ando assim cochilado
Não presto bem atenção.
Entendeu um cidadão
De também fazer poema
Teve a coragem extrema
De meter-se a dizer versos,
Uns amigos seus perversos
Expuseram-no ao dilema

Embora tendo por meta,
Jamais um verso dissera.
Em verdade nada mais era
Do que um pobre pateta
Que sonhava ser poeta.
Tinha os ouvidos voltados
Para os contos recitados
Pelos poetas tão bem
E não via a hora também
De mostrar seus predicados.

E foi numa procissão
Num pequeno lugarejo
Que pôs em prática o desejo.
Cheio de disposição
Com muito amor e emoção
Demonstrou o seu talento:
-“ É tão grande o  V-E-N-T-O
Que apaga as velas e levanta o chapéu do homem de batina preta que dirige a procissão e  canta  com os fiéis  o hino do Santíssimo,
S-A-C-R-A-M-E-N-T-O”

João Bitu