Mensagem
Reflexão
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
TEMPO DE ADVENTO. DEZEMBRO.
De Gilvanise Pessoa
"DEZEMBRO , a Palavre de DEUS é a estrela guia para o meu dia. Que venha o NATAL, singelo, sincero, e nos traga muita LUZ, AMOR, mensagens belas e verdadeiras, traduzidas pela VOZ DO SENHOR... " acabando de montar meu presépio "
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
DOCES LEMBRANÇAS DE MINHA TERRA por João Bitu
2 de dezembro de 2013
DOCES LEMBRANÇAS DE MINHA TERRA - por João Bitu
DOCES LEMBRANÇAS DE MINHA TERRA
“GUARDO como se tudo fosse agora
Com bastante clareza ainda lembro
Era uma noite cálida de setembro
Assim pelas vinte e uma horas
Em quarenta e oito e muito embora
Eu já fosse quase um homem feito
Ao ouvir Maria Bethânia, com efeito,
Na voz plangente de Nelson Gonçalves
((Eu estava na Rua Major Joaquim Alves)
Pus-me a chorar não houve outro jeito” .
A família me mandara para a cidade, Várzea-Alegre é claro, a terra que amamos de todo coração e donde temos as melhores recordações, visto que hoje habitamos noutro lugar, embora apenas físicamente, porquanto, em nossos pensamentos continuamos residindo lá o tempo todo. Os meus pais tinham o propósito de me oferecer boas escolas e esta era a única forma de iniciar sem maiores dispêndios financeiros, ao alcance de suas disponibilidade econômicas.
O passo inicial foi dado na escolinha de Dona Francisca de Romão, “Dona Caixinha”. que se casou com Antonio Alves Costa“Antonio Diô”, A escolinha funcionava em sua residência no turno da tarde. No ano seguinte fui para a escola de Walquírio Correia, muito em evidência naquela época, cursando o terceiro ano primário. Ótima escola, o professor bastante eficiente e altamente brincalhão, sem perder a autoridade necessária à função. Tive ainda uma ligeira passagem pelo Grupo Escolar, hoje o Colégio Estadual José Correia, na antiga Rua Getúlio Vargas.
Walquírio Correia foi quem nos levou e matriculou para prestar exames de Admissão ao Ginásio no Co-
Légio Diocesano de Crato em fins de 1951. Obtive aprovação e no ano seguinte iniciaria o Curso Ginasial.
Várzea Alegre, todavia, foi e será o meu berço amado, nada me fará esquecer toda sua beleza natural e esplendorosa vivência em torno do que se criou com o dia a dia.
A ‘AMPLIFICADORA A VOZ DE VÁRZEA ALEGRE” era o que havia de mais bonito, útil e saudável na cidade
em termos de entretenimento e alegria., A juventude ansiava pela hora em que se iniciavam os seus trabalhos noturnos com a inesquecível valsa“BRANCA’, que indicava a abertura de sua programação musical, anúncios de ocorrências natalícias e outros tantos acontecimentos sociais. As duas pracinhas existentes, a saber - praça velha e praça nova -recebiam em massa a mocidade que rodeava em doce desfile de beleza e ansiedade em seus corações, ao ouvir as músicas tocadas na amplificadora sob a direção eficiente e alegre de Walquírio, sempre alegre e criador como costumava ser.
Eram músicas de alto gabarito e bom gosto, adquiridas a dedo por HAMILTON CORREIA em Fortaleza,
aquelas que se destacavam nas paradas de sucesso, obras de compositores de valor e interpretadas igualmente por cantores em destaque.
Entre tantas melodias inesquecíveis lembremos de “TARDE FRIA’ que ainda me dá um frio no coração, só em pensar, “A PÉROLA E O RUBI” que de fato era uma pérola, “MARIA BETHÂNIA”, “PECADO ORIGINAL, ”ROSA”, “SONHEI QUE TU ESTAVAS TÃO LINDA”. Bom, é Impossível Esquecer.
Vamos ficar por aqui para não dar vez às lágrimas que já me tocam o coração velho sofrido de tantas recordações.
A melodia abaixo me levou a caminhar aproximadamente 18 quilômetros de Várzea Alegre até as Carnaúbas para abraçar meus queridos velhos e amenizar um pouco as saudades.
João Bitu
IM POSSÍVEL ESQUECER
MARIA BETHÁNIA
Nelson Gonçalves
domingo, 1 de dezembro de 2013
FAMÍLIA PINHEIRO DE MENEZES
Senhor Luiz Menezes e Clênia Pinheiro de Menezes:
O dia 29 de novembro do ano em curso, ou seja 2013; ficará marcado na memória do casal, uma das maiores alegrias que um filho pode proporcionar aos seus genitores. Não sei se o 17 de julho do ano de 1987 foi mais emocionante. As datas são importantes sim! A emoção de ser PAI/MÃE não deve ser sentida por aqueles que não viveram essa emoção. Vocês, viveram a mesma alegria, acredito. Existe diferença, isso não se pode negar. No entanto, o filho que chegara nessa data, proporcionou hoje, mais uma satisfação e orgulho por fazer parte dessa FAMÍLIA!
Agradeçam a Deus por André existir, esse que ora celebra uma vitória com esse nível! Garoto simples, nascido de pais sertanejos. avós agricultores mais dignos e honestos num sertão "BRABO" como é o Nordeste!
Parabéns ao SENHOR DOUTOR ANDRÉ PINHEIRO DE MENEZES, aos pais que souberam educá-lo, mostrando a realidade da vida concedida por Deus. Parabéns também àqueles que souberam contribuir para que ele alcançasse seu objetivo.
Por acompanhar sua trajetória, André, agradeço a Deus por essa glória! Lamentavelmente sinto-me emocionada por não ver compartilhando da alegria do momento, por dois grandes "HOMENS" que, se aqui existissem estariam soltando rojão e iluminando o céu com fogos e artifícios. Aos Senhores: Assis Menezes e Chico de Louzo, nossas saudades!
Não contendo mais as lágrimas e controlando a emoção e o pesar de não me fazer presente ao tão importante evento, expresso as minhas alegrias e os meus votos para que seja um grande e eficiente PROFISSIONAL. Que a saúde da nossa gente tenha mais um "BOM E EXEMPLAR MÉDICO"!
Abraços da tia Fidera (como me chamas.)
O dia 29 de novembro do ano em curso, ou seja 2013; ficará marcado na memória do casal, uma das maiores alegrias que um filho pode proporcionar aos seus genitores. Não sei se o 17 de julho do ano de 1987 foi mais emocionante. As datas são importantes sim! A emoção de ser PAI/MÃE não deve ser sentida por aqueles que não viveram essa emoção. Vocês, viveram a mesma alegria, acredito. Existe diferença, isso não se pode negar. No entanto, o filho que chegara nessa data, proporcionou hoje, mais uma satisfação e orgulho por fazer parte dessa FAMÍLIA!
Agradeçam a Deus por André existir, esse que ora celebra uma vitória com esse nível! Garoto simples, nascido de pais sertanejos. avós agricultores mais dignos e honestos num sertão "BRABO" como é o Nordeste!
Parabéns ao SENHOR DOUTOR ANDRÉ PINHEIRO DE MENEZES, aos pais que souberam educá-lo, mostrando a realidade da vida concedida por Deus. Parabéns também àqueles que souberam contribuir para que ele alcançasse seu objetivo.
Por acompanhar sua trajetória, André, agradeço a Deus por essa glória! Lamentavelmente sinto-me emocionada por não ver compartilhando da alegria do momento, por dois grandes "HOMENS" que, se aqui existissem estariam soltando rojão e iluminando o céu com fogos e artifícios. Aos Senhores: Assis Menezes e Chico de Louzo, nossas saudades!
Não contendo mais as lágrimas e controlando a emoção e o pesar de não me fazer presente ao tão importante evento, expresso as minhas alegrias e os meus votos para que seja um grande e eficiente PROFISSIONAL. Que a saúde da nossa gente tenha mais um "BOM E EXEMPLAR MÉDICO"!
Abraços da tia Fidera (como me chamas.)
sábado, 30 de novembro de 2013
MADALENA DE PININO por João Bitu
OCORRÊNCIAS E FATOS
MADALENA DE PININO
João Bitu
“Cleidnha o seu irmão e Padrinho Joãozinho ama muito você, ame-o também que lhes fará um grande bem.
Desde o venturoso dia 24 de junho, quando chegou àquele belo casarão no sítio Carnaúbas,bonito e saudável como ele só, situado à beira do Riacho do Machado uma visita que era ansiosamente esperada pelo casal proprietário e residente naquela mansão maravilhosa. Existia bem em frente dela para sombra e deleite dos habitantes da localidade, uma árvore antiga denominada Pau Mocó que os tempos desfolharam e por fim a extinguiram indiferentes a sua beleza e utilidade, conquanto, os trabalhadores da vizinhança faziam uso da sombra para a sua sesta reparadora ao meio dia, isto quando não usavam-na para outras várias utilidades como por exemplo, afiar seus instrumentos de luta na roça a saber, enxada, foice, roçadeira e outros tantos objetos do gênero. Através de um pedaço de ferro do tamanho adequado, adquirido dos restos de uma qualquer ferrovia construída ao longo da região e um martelo de porte médio, era feita a amolação dos eficazes instrumentos de serviço. Infelizmente esta prática de certo modo trazia sérios incômodos em razão do barulho estridente que ocasionava, principalmente, por ser executado no horário de repouso daquela gente.
Naquela data, entretando, houve silencio. Um silêncio programado por motivo da chegada tão ansiosamente aguardada da visita ao lar dos BITUs. Houve barulho sim, mas um barulho festivo, comemorativo, lindo e maravilhoso que saltitou e transbordou nos corações daqueles felizardos”papais”, compadre Zé Bitu e Comadre Vicentina, bem como dos demais irmãozinhos que da mesma forma vibravam e pulavam de total felicidade. Como havia contentamento naquele bendito lar! Era a vinda de mais um bem precioso que vinha aumentar a alegria de uma gente graciosa e dedicada por extremo à prole já existente. Logo a notícia se espalhou na visinhança e os festejos se intensificaram em alto estilo. A sombra do frondoso Pau Mocó que por força da eventualidade teve ligeiro recesso, teria o reinicio de suas barulhentas atividades funcionais e as ferramentas voltariam a ser amoladas.
Aí então coube a Joãozinho a doce incumbência de nos levar a tão grata notícia que em verdade merecíamos receber, desde que muito amigos e ligados à família desde anos e mais anos de convívio e atividades mútuas. Lembro=me com alegria quando ele surgiu ao topo da ladeira que se aproximava de nossa casinha na Lagoa de Dentro e gritou freneticamente: “MADALENA nasceu uma menina muito bonita mas pretinha que só o fundo de uma panela de barro”. Esta comparação, por demais exagerada, era por conta de sua grande alegria quase incontida, pode-se deduzir é claro e mais que evidente.
Em verdade, nossa MADALENA DE PIININO, era uma pessoa de enorme importância para nossa família, tanto como pessoa humana como na qualidade de serviçal, porquanto, foi nossa lavandeira por muito tempo, cobrando a irrisória quantia de “um tostão” por peça. DONA VICENTINA fornecia o “SABÃO DA TERRA” magistralmente fabricado por ela mesma.
A respeitável lavandeira concluia a operação com sua mão de obra e a água branco-azulada da Lagoa de Dentro, local onde tinha sua residência.
Resta ainda citar com muita justiça o seu alto senso de responsabilidade, carinho e afeto para conosco. DEUS a tenha minha cara MADALENA DE PININO!
- Cleidinha, assim tudo aconteceu, lembro-me com a mais absoluta clareza, que DEUS lhe abençoe!
João Bitu
“Cleidnha o seu irmão e Padrinho Joãozinho ama muito você, ame-o também que lhes fará um grande bem.
Desde o venturoso dia 24 de junho, quando chegou àquele belo casarão no sítio Carnaúbas,bonito e saudável como ele só, situado à beira do Riacho do Machado uma visita que era ansiosamente esperada pelo casal proprietário e residente naquela mansão maravilhosa. Existia bem em frente dela para sombra e deleite dos habitantes da localidade, uma árvore antiga denominada Pau Mocó que os tempos desfolharam e por fim a extinguiram indiferentes a sua beleza e utilidade, conquanto, os trabalhadores da vizinhança faziam uso da sombra para a sua sesta reparadora ao meio dia, isto quando não usavam-na para outras várias utilidades como por exemplo, afiar seus instrumentos de luta na roça a saber, enxada, foice, roçadeira e outros tantos objetos do gênero. Através de um pedaço de ferro do tamanho adequado, adquirido dos restos de uma qualquer ferrovia construída ao longo da região e um martelo de porte médio, era feita a amolação dos eficazes instrumentos de serviço. Infelizmente esta prática de certo modo trazia sérios incômodos em razão do barulho estridente que ocasionava, principalmente, por ser executado no horário de repouso daquela gente.
Naquela data, entretando, houve silencio. Um silêncio programado por motivo da chegada tão ansiosamente aguardada da visita ao lar dos BITUs. Houve barulho sim, mas um barulho festivo, comemorativo, lindo e maravilhoso que saltitou e transbordou nos corações daqueles felizardos”papais”, compadre Zé Bitu e Comadre Vicentina, bem como dos demais irmãozinhos que da mesma forma vibravam e pulavam de total felicidade. Como havia contentamento naquele bendito lar! Era a vinda de mais um bem precioso que vinha aumentar a alegria de uma gente graciosa e dedicada por extremo à prole já existente. Logo a notícia se espalhou na visinhança e os festejos se intensificaram em alto estilo. A sombra do frondoso Pau Mocó que por força da eventualidade teve ligeiro recesso, teria o reinicio de suas barulhentas atividades funcionais e as ferramentas voltariam a ser amoladas.
Aí então coube a Joãozinho a doce incumbência de nos levar a tão grata notícia que em verdade merecíamos receber, desde que muito amigos e ligados à família desde anos e mais anos de convívio e atividades mútuas. Lembro=me com alegria quando ele surgiu ao topo da ladeira que se aproximava de nossa casinha na Lagoa de Dentro e gritou freneticamente: “MADALENA nasceu uma menina muito bonita mas pretinha que só o fundo de uma panela de barro”. Esta comparação, por demais exagerada, era por conta de sua grande alegria quase incontida, pode-se deduzir é claro e mais que evidente.
Em verdade, nossa MADALENA DE PIININO, era uma pessoa de enorme importância para nossa família, tanto como pessoa humana como na qualidade de serviçal, porquanto, foi nossa lavandeira por muito tempo, cobrando a irrisória quantia de “um tostão” por peça. DONA VICENTINA fornecia o “SABÃO DA TERRA” magistralmente fabricado por ela mesma.
A respeitável lavandeira concluia a operação com sua mão de obra e a água branco-azulada da Lagoa de Dentro, local onde tinha sua residência.
Resta ainda citar com muita justiça o seu alto senso de responsabilidade, carinho e afeto para conosco. DEUS a tenha minha cara MADALENA DE PININO!
- Cleidinha, assim tudo aconteceu, lembro-me com a mais absoluta clareza, que DEUS lhe abençoe!
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
MINHA CIDADE por João Bitu
MINHA CIDADE
Em constante caminhada
O que muito fiz na vida
Jamais deixei esquecida
Nossa Várzea Alegre amada
Minha terra abençoada!
Berço de gente da paz
Que é só o que ela faz
E queira o PAI que assim se alastre,
Apesar de seus contrastes
Muito orgulho ela nos traz!
Várzea Alegre tem nos dado
Um gênero de criatura
Que nem pouco se mistura
Com esse tipo mal gerado
Hostil e mal educado
Procedimento obscuro.
Dá à luz o homem puro
Tem velhice conservadora
Mocidade promissora
De auspicioso futuro!
Todo filho seu se ufana
Da origem de sua vida
De sua terra querida
De tantas a mais bacana,
De tradição soberana!
E hoje como ela está
Não há mais bela, não há,
O seu céu de um lindo azul
Na região Centro Sul
Muito ilustra o Ceará!
Desde os tempos de menino
Sempre às margens do Machado
Tive a honra de ser criado
Junto a Zé Clementino.
Desde muito pequenino!
Nas Carnaúbas pertinho
Do sítio Juazeirinho
Onde nascera o cantor
E brilhante compositor
Nós dois éramos vizinhos
Deixamos a localidade
Em nossa adolescência
E fixamos residência
Ambos então na cidade
Com familiaridade!
Pra onde? -Dizer é preciso?
Várzea Alegre! – olha o sorriso!
A terra de meus amores
Meu jardim cheio de flores
Autêntico paraíso!
Nossa terra tem beleza
Tem de tudo pra se ver
Em tudo se fez crescer
Demos graças à natureza
Que lhe deu tanta riqueza.
Nossa terra é um primor
Tudo nela é de valor,
Teve ascensão inaudita
Além de limpa e bonita
É toda cheia de amor.
Fui ao Rio de Janeiro
Pra ficar, mas não fiquei
Com saudades optei
Por Várzea Alegre em primeiro
E o Rio por derradeiro.
Razões eu entendo tê-las
É bem fácil concebê-las
Coisas do próprio instinto
Certo é que ora me sinto
Bem feliz como entre estrelas!
João Bitu
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
AS QUERMESSES EM MIGUELÓPOLES por João Bitu
AS QUERMESSES EM
MIGUELOPOLES
Anualmente por ocasião dos festejos
juninos acontecia no sítio Juazeirinho, localidade situada bem ao lado da
ribeira ou Estrada Velha entre as Canaúbas e o Açude das Caraíbas, já nas
proximidades do Distrito de Canindezinho, num pequeno povoado que foi criado por iniciativa e direção do Senhor
Miguel Marica, avô do cantor e compositur ZÉ CLEMENTINO, cidadão muitíssimo conceituado naquela região, as comemorações
em alto estilo e riqueza em temos de bom gosto.
Entre as décadas de quarenta e
cinqüenta foi erigida uma Capelinha muito bonita e daí as missas e demais
cerimônias religiosas passaram a ser celebradas em suas dependências, quando
antes ocorriam na residência daquele patriarca, Com a edificação da Igreja,
Padre Otávio batizou o locai com o nome de” MIGUELÓPOLES” em homenagem ao seu fundador, que significa
cidade de MIGUEL.
Por ocasião dos festejos acorriam
muitas pessoas atraídas não somente pelas
atividades religiosas que eram dignas de muito respeito e apego, mas
também e principalmente pela existência de comestíveis diversos e a apresentação de
brinquedos infantis como reco-reco, colares de coco catolé, bolinhas
plásticas de variadas cores e de inúmeras
outras maravilhas que encantam os
olhos da criança.
O vigário de Várzea Alegre era o Padre
José Otávio de Andrade, nascido em Bebedouro na região dos Inhamuns, era
estimado sem exceção por toda gente da comarca. Tinha como assistente
principal, João Batista (ou João de Seu Amadeu), uma figura queridíssima
notadamente pelo seu alto senso de humor, por todos que o conheciam. Costumava fazer presepadas as mais
interessantes possíveis e contar anedotas ao seu gênero.
Eram criados dois
partidos com o objetivo de angariar fundos
para custeio das despesas a saber: O partido AZUL e o partido ENCARNADO,
que davam motivação a uma acirrada disputa que esquentava os ânimos de seus
participantes e adeptos.
De toda circunvizinhança
vinham fiéis cheios de fé e confiança em busca de ativar e renovar seus
propósitos e sua luta contra o pecado, pela assistência às cerimônias
religiosas, pela confissão e pela comunhão por intermédio do sacerdote aos pés
de Santo Altar. A Capela toda enfeitada com flores e as imagens alegremente
rodeadas de inscrições com dizeres cristãos davam a tonalidade fiel das comemorações. Era uma atração à parte.
Lá fora
a alegria contagiante com o
pipocar dos fogos de artifícios, bombas, traques e
gritos estridentes das crianças
gerando um majestoso espetáculo;
Até de
localidades mais distantes as pessoas de todas as idades vinham aos festejos
para assistir as missas, rezar, confessar seus delitos,comungar diante
do seu sacerdote. Eis que em certa ocasião, como nos foi relatado pelo próprio
sacristão, duas senhoras já de idades bastante avançadas, chegaram para receber
aqueles sacramentos da Igreja, contudo a cerimônia havia terminado há algum
tempo, o que as levou a lamentar e chorar copiosamente pelo tempo perdido e
pela caminhada empreendida inutilmente. Compadecido diante daquele malogro João
Batista, homem solícito e caridoso e não muito comprometido com os rígidos
critérios da Santa Igreja, achou por bem contemplar as duas velhinhas sofridas
com a realização da santa comunhão e o fez pessoalmente, deixando-as
felicíssimas conscientes de haverem alcançado
as suas aspirações.
O que
não se sabe, entretanto, é qual teria sido a reação de Padre Otávio, ao tomar
conhecimento daquele procedimento fortuito de nosso bem estimado e prestativo Sacristão.
João
Bitu
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
PACIÊNCIA NA CAMINHADA por João Bitu
PACIÊNCIA NA CAMINHADA
Afirmou o nobre poeta, de maneira bem direta
Que este simples prosador
Além de escrever seus versos, trocadilhos os mais diversos
Também é historiador.
Há muita bondade nisto, generosidade, insisto
Que o caro leitor me acate
Se for a sua vontade, se o achar na verdade
Simplesmente como vate.
Como tal que me integre, na querida Várzea Alegre,
Ao grupo de outros poetas.
Pois nem pouco se proclama, com tão semelhante fama
- Numa altura mais discreta!
Eu lembrei hoje cedinho do bem amado Bidinho
Lembrei também ”Zé Pequeno”
Assim como estou lembrado, de Luiz Dantas Quezado
Lembrei-me muito sereno!
De poetas de minha terra, meu saudoso pé de serra
Fartamente idolatrado.
Costumava com alegria, ouvir de sua autoria
Lindos versos em punhado!
Esses foram realmente, historiadores, gente!
Com muita sabedoria
Destrinchavam com grandeza, com minúcias e beleza
Como bem lhes parecia.
Que ressurja em meu auxílio, o meu Professor Pompilio
Com a magia de contar
As suas belas histórias, todas elas de memória
Venha ele me ajudar!!
Queria com ele aprender, para então escrever
Historietas bonitas
Temperadas de humor, doçura e muito amor
Cujas nunca foram escritas.
Honras a Pompilio
Velho ...juro pelo Evangelho
Se morasse sua memória
No meu “eu” ajudando, eu estaria brilhando
Já no alto da história.
Faria jus com a rima, a quem me
pôs lá em cima
Como historiador
Peço encarecidamente, que se vá
seguramente
Mais devagar com o andor!
João Bitu
terça-feira, 19 de novembro de 2013
A VALORIZAÇÃO DO TEMPO - Por Vicente Almeida
A VALORIZAÇÃO DO TEMPO - O NOSSO BANCO
A hora é esta, o momento é agora, o instante é já.
Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã amanheça com um saldo de R$. 86.400,00. Só que não é permitido transferir saldo de um dia para o dia seguinte.
Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.
O que você faz:
Você irá gastá-lo centavo a centavo.
Todos nós somos clientes deste banco que estamos falando. Chama-se TEMPO.
Todos os dias a zero hora são creditadas para cada pessoa 86.400 segundos.
Ao final de cada dia às 23:59:59; o saldo é debitado como perdas.
Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte. A cada zero hora sua conta é reiniciada, e todos os dias a meia noite as sobras se evaporam. Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente, seu depósito diário.
Invista, então, no que for melhor, na saúde, felicidade e sucesso. Veja que o relógio está correndo.
Faça o melhor para o seu dia. O tempo não para para resgatar os que perderam seu tempo.
Para você perceber o valor de UM ANO, pergunte a um estudante que repetiu o ano.
Para você perceber o valor de UM MÊS, pergunte para uma mãe que teve o seu bebê prematuramente.
Para você perceber o valor de UMA SEMANA, pergunte a um editor de um jornal semanal.
Para você perceber o valor de UMA HORA, pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar.
Para você perceber o valor de UM MINUTO, pergunte a uma pessoa que perdeu um trem.
Para você perceber o valor de UM SEGUNDO, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.
Para você perceber o valor de UM MILISEGUNDO, pergunte a alguém que por causa daquele diminuto instante, ganhou apenas a medalha de prata em uma olimpíada.
Valorize cada momento que você tem! E valorize mais por que você pode dividir com alguém especial, especial o suficiente para gastar o seu tempo junto com você.
Lembre-se: O tempo não espera por ninguém!
Ontem é história;
O Amanhã é um mistério.
O Hoje é uma dádiva. Por isto é chamado de PRESENTE! Viva-o aproveite seu crédito diário e gaste-o totalmente da melhor forma e sempre valorizando seu semelhante.
Autor desconhecido.
Texto adaptado por Vicente Almeida
19/11/2013
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