Mensagem

Mensagem
Reflexão

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

COMPOSIÇÃO DE LUIZ LISBOA

Não sei faltar à verdade
E digo sem falsidade
Quero ver quem renegue
Que mesmo estando só
Bom mesmo é estar no Sanharol
Admirando V-Alegre

Vejo luzes tremendo
Uma apagando outra acendendo
É assim em meu albergue
Com uma saudade de dá nó
Bom mesmo é estar no Sanharol
Admirando V-Alegre

Viajei por esse mundo
No poço já fui ao fundo
Peguei carona em iceberg
Nunca vi coisa melhor
Do que estar no Sanharol
Admirando V- Alegre

Longe de casa sou homem santo
Não brigo não causo espanto
Nem ha religião que eu renegue
De religião lembro bem de minha vó
Que ficava rezando no Sanharol
Admirando V-Alegre

Vivo de lembranças
Também carrego a esperança
Um dia a gente consegue
Fugir dessa nostalgia
Viver sem melancolia
Sou forte igual mororó
Bom mesmo é estar no   Sanharol
Admirando V-Alegre

Mestre Antônio, Mestre Chagas
Zé de Zé de Joaquim com o caboré
A dupla Joaquim e Zé Andre
Cantando baião xaxado e regue
Também cantavam MPB e forró
Bom mesmo é estar no Sanharol
Admirando V-Alegre

Louvando todos os santos
Raimundo,Ciço e Francisco do Canimdé um povo de muita fé
E a igreja a multidão segue
Carne na sexta feira nem que seja de socó
Bom mesmo é estar no Sanharol
Admirando V-Alegre

Se minha prosa é um fracasso
E estas rima que faço
São triste de causar nojo
Dar dor de barriga,música e entojo
Faz quaquerl um vomitar
Sempre tentei evitar
Mas a vontade mim persegue
E vem quando eu estou só
Bom mesmo é estar no Sanharol
Admirando V-Alegre

Já atravessei deserto
E agora que estou perto
Peço que ninguém mim pegue
Não quero voltar feito pó
Quero estar vivo no Sanharol
Admirando V-Alegre

Luiz Lisboa,ETA´VÁRZEA-ALEGRE,boa e é bem ali...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

ZABÉ DA LOCA

  
Zabé  nunca havia descido da loca. Dizem que viveu lá por cerca de 25 anos, criou dois filhos, trabalhou e tocou pífano. Nas pedras da Serra do Tungão, próximo de Monteiro, cariri paraibano, havia reservas do líquido precioso do cariri paraibano, a água natural, garantindo a subsistência. E também abrigo.

Leia a biografia completa de Zabé da Loca na Enciclopédia Nordeste

Duas paredes de taipa fecharam um vão entre as pedras, que serviu de moradia para a família. Daí a referência ao nome: "Zabé da Loca", da gruta onde morou. Quando Zabé desceu, foi para ser reconhecida em todo o Brasil na música regionalista. Dividiu os palcos com Carlos Malta, Hermeto Pascoal, Gabriel Pensador, o grupo Cabruêra e muitos outros músicos em shows no Rio de Janeiro, Recife e Brasília. Nesta segunda-feira (14) ela completa 90 anos de idade e vai comemorar com os amigos em uma grande festa, perto da loca, no próximo sábado.

Isabel Marques da Silva veio de Buíque, Pernambuco, onde nasceu, com o pai e os irmãos para trabalhar na colheita do algodão. Ela tinha 16 anos. Tempos depois, a família retornou a Pernambuco, mas, no início da década de 1940, Zabé voltou à estrada e se fixou na região de Monteiro. De novo na roça, além das dificuldades do serviço pesado, enfrentava o assédio de outros homens. Solteira, Zabé teve uma filha a quem deu para a adoção, por falta de condições de criá-la.

Em seguida, conheceu Delmiro, "era um negão forte", descreveu-o, soltando uma risada. Tornou-se seu marido e com ele teve dois filhos homens, João e José. Delmiro também era músico e as rodas de cantoria eram frequentes em casa.

Fonte: Correio da Paraíba

Palavras-chave: Paraiba

sábado, 11 de janeiro de 2014

FELIZ ANIVERSÁRIO.

MÉRITO

Como é bom ter o dom de discursar
E mostrar para o povo, heroicamente
Que traduz de maneira eloquente
Uma forma distinta de pensar.

Como é bom escrever pra demonstrar
O seu mundo de forma transparente
Transmitindo de modo consciente
Uma prosa, que ouse se afirmar.

Com carisma, se cria uma atenção,
Que altera o pulsar do coração
Ao mudar o formato de agir.

Para alguém, abraçar esta emoção,
Como forma sublime de expressão,
Só haverá de aprender, sabendo ouvir.

     Esta, foi a maneira que escolhi para homenagear o aniversariante do DIA!
Tudo isso é mérito seu. 
    Abraços: Tia Fidera.
   



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

FOLGA DO MÉDICO.


 FOLGA DO MÉDICO.....

Um médico no interior de Minas, queria tirar um dia de folga mas não podia fechar o consultório.
Chamou o Zé (responsável pela única farmácia da cidadezinha) e falou para ele:
- Estou muito cansado e preciso descansar um dia. Como aqui não acontece nada grave você fica no meu lugar .
O Zé aceitou. O médico vestiu o jaleco no Zé e foi pescar.
De tardezinha quando retornou perguntou ao Zé:
- E aí Zé como foi o dia
O Zé respondeu:
- Correu as mil maravia. Atendi treis duente.
O médico preocupado perguntou:
Quais foram os casos?
O Zé disse:
- O primero era um omi que tava com dô de estamo.
O médico perguntou:
O que você deu para ele?
O Zé respondeu:
- Dei omeprasó.
O médico disse:
- Tá certo OMEPRAZOL. E o segundo:
O Zé disse:
- O segundo foi um otro ome que tava com dô de cabeça.
O médico perguntou:
- O que você deu para ele:
- Dei tilenó
O médico disse:
- Correto TYLENOL. E o terceiro?
- A terceira foi uma muié que entrô, trancô a porta, tirô a ropa, fico peladinha, deitô na cama e disse:
-O sinhô pricisa resolvê o meu pobrema; fais 5 anos que eu não vejo um omi.
O médico preocupado disse:
- Meu Deus do céu, o que você fez com ela?
- O Zé disse:
- CARQUEI COLIRIO NO ZOIO DELA, UAI.

sábado, 28 de dezembro de 2013

BOM DIA!




MENSAGEM AO AMIGO JOÃO BITU

João Bitu é um bom amigo
E escreve como ninguém
Para ele uma homenagem
Que faço com muita emoção
Pois sempre se pronuncia
Com carinho e aquela atenção
Merece o meu carinho
E também, minha admiração
Agradeço suas belas palavras
Que me envia de coração.
Tenha pois um Feliz Ano Novo
Enviado com muita satisfação.



           Abraços: Fideralina








sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

PAUSA PARA MEDITAÇÃO por João Bitu


 

PAUSA PARA MEDITAÇÃO

 

É deveras impressionante como a ação dos tempos impõe modificações nos hábitos e costumes das pessoas, contribuindo para transformar e, por  vezes, aprimorar o relacionamento entre jovens e adultos, notadamente, à proporção em que no dia a dia os fatos vão ocorrendo alheios às nossas pretensões. Tudo se modifica ao mesmo tempo em que nos transformamos também, à mercê de comportamentos indiferentes aos princípios de nossa origem de vida, tais como nos foram legados por nossos ancestrais. É como se tudo precisasse ser mudado e uma atualização se fizesse necessária em nossa existência. Só que, entendo serem estas atualizações procedidas de maneira um tanto precipitada.

Não atentamos para determinadas atitudes ousadas no tratamento que dispensamos aos nossos semelhantes de idades mais avançadas. As pessoas mais idosas perdem gradativamente o direito de serem respeitadas como tais. A juventude não tem sido preparada por seus superiores para conservar o respeito e a obediência a quem de direito. As coisas, em geral, não são mais como antigamente.

Será que tudo o que acontece é para melhorar a vida gente? A modernização que se opera em nosso cotidiano será mesmo um corretivo ou estímulo para aperfeiçoar os atuais usos e costumes?  Tudo mesmo?

Certo é que há uma enorme diferença entre a atualidade e o passado.  Estamos completamente diferentes de outrora, na maneira de vestir, na forma de como nos comunicar com o próximo, em como conquistar amizades e saber conservá-las e, como já fiz referência acima, dispensar o respeito e admiração aos nossos concidadãos que alcançaram a honrosa terceira idade com sacrifício, com luta e com amor.  Alias, dizia-me um amigo, “ficar velho até que é muito bom, difícil mesmo é ser velho”. Todos nós sonhamos e almejamos viver bastante, assistir o nascimento e crescimento de filhos, netos, bisnetos e mais aderentes na plenitude de nossa saúde e bem estar. Mas “caducar” não... só  se for no sentido de brincar, acariciar e bajular os descendentes.

Entre os doze e vinte anos de idade, no ápice da adolescência, experimentei uma fase de acentuada timidez, ao ponto de me tornar portador de enorme complexo de inferioridade. Tudo era belo ao meu redor, menos eu. Todos mereciam afeição, admiração, cobiça pessoal, menos eu. Custei a superar certos preconceitos, enfim consegui quase totalmente, graças a repetidos acontecimentos merecedores de uma melhor análise e reflexão. Os tempos se encarregaram, realmente, de nos transformar a qualquer custo.

Lentamente fomos amadurecendo e enriquecendo nossos propósitos de vida, alterando idéias e pretensões pessoais. Começava a surgir uma nova perspectiva e razão de ser. Comecei a aprender com os próprios erros cometidos ao longo da existência. E como aprendi?

Recentemente, por telefone, conversava com uma de minhas melhores amigas, daquele saudoso e longínquo passado e lembrava que a nossa amizade fora imensa, altamente saudável e duradoura” e acrescentava: Só não fomos namorados  porque eu achava que  você não me queria, ao que ela respondeu:  Porque é que você achava assim?.

Ora, diante de minha timidez e como nos comportávamos na ocasião, era assim que as coisas aconteciam. Faltava iniciativa entre os dois e mais que isto, receio, medo de levar uma mala.

Quem sabe se um grande amor não existia e o temor e falta de coragem não o deixaram vingar? Tudo é possível,

Não teria sido melhor se tivesse havido ousadia e não timidez entre ambos?

DEUS o sabe e é por sua vontade permissiva que o tempo se encarrega de tudo, convenhamos. Deixemos as coisas acontecer como ELE o desejar.

Tudo passa sobre a Terra – disse José de Alencar,

 

João Bitu

 

 

 

 

 

 

domingo, 8 de dezembro de 2013

DOS MALES O MENOR por João Bitu






DOS MALES O MENOR
Já findou o Brasileirão
Nosso Estado não deu sorte
Foi uma luta de morte
Muito cheia de emoção
E apertos no coração.
Quem foi mais fraco caiu
Quem foi mais forte emergiu.
Baqueamos, lá e cá, confesso,
Nem o Vovô teve acesso
Nem o ICASA subiu!



Mesmo tendo havido luta
Faltou um pouco de garra
O time não se agarra
Com vontade absoluta
Nem coragem na disputa.
A equipe parece fria
Tem visível apatia.
É a forma de dirigir
Claro! Devo admitir
Falhas da Diretoria!



Futebol é um troço ingrato
Ganha às vezes o pior
Nem sempre vence o melhor
Jogando até mais de fato
No fim entra de gaiato.
Não adianta chiar
Nem sequer se lamentar
E dar uma de ignorante.
Vale é bola no barbante
Não tem como se queixar.



Eis o Vasco ,time famoso
E de primeira grandeza
Capaz com toda certeza
De ser sempre vitorioso
Teve um final vergonhoso!
O fracasso foi seu destino
Contudo desde menino
Apesar das intempéries
Primeira ou segunda séries
Fui e serei Vascaino!


Muito pior, entretanto,
Um verdadeiro horror
Vai passando o tricolor
Que se mantém em seu canto
No mais triste desencanto
Já com dois anos na lona.
Amargando a terceirona
Apanhando do Ceará
Que bem folgado está
No topo da segundona!


João Bitu.

IMPOSSÍVEL ESQUECER
CINCO LETRAS QUE CHORAM   ( Ceará - Icasa e Vasco )

Francisco Alves
 




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

FURTIVAS SERENATAS por João Bitu



OCORRÊNCIAS E FATOS

FURTIVAS  SERENATAS

João Bitu                                           

Em minha mocidade arrisquei bastante a vida. Em Várzea Alegre por considerar tudo muito tranqüilo, sem maiores riscos de imprevistos como assaltos, armadilhas  e    fatalidades outras como ocorre atualmente em todas as partes em que habitamos e ainda, impulsionado pela fragilidade evidente na cabeça em se tratando de  juízo,  costumava eu  fazer noitadas as mais  loucas ao lado de companheiros igualmente pouco receosos.

Com o passar dos tempos fui amadurecendo, utilizando melhor a cabeça em seu devido lugar e adotando procedimentos mais dignos à vida numa cidade tão maravilhosa como Várzea Alegre, berço de gente bem, homens de valor e de alta expressão social, política e empresarial.

Busquei atentar mais para os estudos. Em 1951 fiz o curso de admissão ao Ginásio no Colégio Diocesano de Crato, uma prova relativamente difícil levando em conta o fato de haver estudado em mais de uma escola onde a maneira de aprender a ler e escrever as lições, diferia uma da outra,  na  medida em que mudavam os professores e de certo modo a forma  de ensinar, contudo, logrei pleno êxito e no ano seguinte iniciei o ciclo ginasial, confesso que até aí correu tudo bem, sempre obtive notas muito boas e não sofri quaisquer dificuldades de assimilação. O aproveitamento foi louvável a exemplo do curso primário nas escolas de menor porte.

Naquela época, entretanto, despertou em mim um ardente desejo de repassar aquelas músicas românticas que eram tocadas na Amplificadora “A VOZ DE VÃRZEA ALEGRE” sob a apresentação de Walquirio Correia aos corações apaixonados, em forma de serestas a cargo de uma equipe de seresteiros por mim formada. Tínhamos clarinete, violão, pandeiro e um cantor boêmio escolhido na cidade. Contando com a conivência de um de meus irmãos, fugia do casarão  quando todos já dormiam e realizávamos a serenata obedecendo um itinerário previamente estabelecido. Iniciávamos na Pracinha Nova ( hoje Praça dos Motoristas( ), em seguida parte da Getúlio  Vargas, tomávamos de volta  a Rua Major Joaquim Alves, Praça Santo Antonio, em fim para concluir,  ficávamos em frente a Igreja de São Raimundo, exatamente no Cruzeiro onde fazíamos uma pausa para que eu me recolhesse ao leito com o espaço de tempo necessário a que  me acomodasse seguramente, sempre com a ajuda do citado irmão que me aguardava de olhos bem abertos e atento a qualquer imprevisto. Só então tudo recomeçava tranquilamente com os demais participantes da aventura. A estas alturas, vez outra, uma terceira  pessoa de casa ao despertar com os lindos sons, indagava inocentemente ao meu ouvido: “João está ouvindo?”

Assim era, tudo aconteceu sempre na mais perfeita harmonia, até hoje não entendo  como tudo sucedeu sem o menor incidente. O segredo das arriscadas aventuras foi sempre mantido e guardado convenientemente.

Agradeço a DEUS e peço perdão por  tais  aventuras, que hoje chamo inomináveis loucuras,   cometidas impensadamente.

Aqueles companheiros de noitadas hoje estão em outro plano de vida, também eles foram contemplados com a sorte de não terem sido desmascarados.

Tudo passa!

 

João Bitu
IMPOSSÍVEL ESQUECER
EU SONHEI QUE TU ESTAVAS TÃO LINDA
Carlos Galhardo