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Reflexão

domingo, 24 de agosto de 2014

CURTINDO.


A CASA DA PICADA.

Nesta casa eu vivi
Foi nela que me criei
E os meus pais os amei.
E saindo me senti
Pois foi lá que aprendi
Que a vida não se faz
E que ninguém é capaz
De não sentir saudade
Quando diz a verdade
Querendo viver em paz.

Fideralina, 24/08/2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Folclore. 22 de Agosto

DIA DO FOLCLORE - 22 DE AGOSTO

Quadra sobre FOLCLORE

Saci Pererê é uma lenda,
Ele anda com uma perna só,
Sai fumando num cachimbo
E cantando socó, socó.

O vinte e dois de agosto
Nas Escolas se comemora
Selecionando os mitos
Dançando o Folclore de agora.

Outros mitos são lembrados
E entram bem na mitologia
Eu sempre animei festas
Com graça e muita ogia
                Fideralina

domingo, 17 de agosto de 2014

SAUDADES.

Hoje relembro saudosa
A vida de professora
Me sentindo sedutora
Das aulas gloriosas
E das colegas famosas
Que recordo com prazer
Com tudo pude rever
Encarando a profissão
Fui achando bom então
Encontrando o prazer.

SAUDADES.
Para Olga, de Fideralina.

sábado, 16 de agosto de 2014

A MENINA E O POETA

O título me contagia
Com João Bitu em ação
O que me traz emoção
Duma amizade sadia
E que tudo se elogia
Da amizade soberana
Desse poeta bacana
Que um belo dia conheci
E nunca mais o esqueci
Olhando a foto na cabana.

Quero agora agradecer
A também boa menina
Sendo ela gente fina
E não é pra esquecer
O que tem a oferecer
Com toda sua cultura
Num pedestal em altura
Se comparando ao poeta
Numa linguagem correta
Da noite ao dia amanhecer.

         A MENINA E O POETA.
                Fideralina.        

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

FINAL DOS TEMPOS - Por Vicente Almeida

Final dos Tempos
Chico Pessoa

Onde meu amigo que a gente vai parar.
Até parece que vai se acabar o mundo.
A luta dos sem terra, querendo o seu chão.
A prostituição de crianças pelas ruas.
A guerra pelo mundo que eu há lhe perguntar
Onde é que esse mundo vai parar.

Quando meu amigo que a gente vai crescer?
E evitar de vez os erros do passado.
Viver uma nação, num mundo sem fronteiras.
Falando a mesma língua, tendo a mesma bandeira.
Quando meu amigo a gente vai se envergonhar.
Onde é que esse mundo vai parar?

Diga meu amigo onde fica o paraíso.
Que tudo é belo, lindo e maravilhoso.
Que o povo é feliz, bonito, alimentado.
Que os velhos vivem bem, todo mundo perfumado.
Que lá não tem enchente, seca para atrapalhar.
Onde é que esse mundo vai parar?

Se tudo depende de nós, você não vai ficar aí parado.
Nossa arma é o amor, é a nossa voz
Pra fazer um mundo novo esquecendo o passado.

Se tudo depende de nós, eu não consigo dormir sossegado.
Se tem gente com fome, com frio, sem nada.
Tem outros com muito, com tanto pra nada.

Ajuda teu irmão nem que seja com pouco.
Pois pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada
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Essa letra ressoa como um apelo a nossa sensibilidade, diante de tantos desmandos praticados contra o mais fraco.

Tente fazer alguém feliz, ajude! Ás vezes não custa nada: Um sorriso; Uma palavra amiga; Um ombro amigo; Um bom dia, Boa tarde ou boa noite é tudo de que muitos precisam para minimizar a solidão e as amarguras.

Se puder vá mais longe visite os enfermos, esqueça um pouquinho a TV e converse com alguém.

Hoje em dia, mesmo dentro de casa as pessoas estão ilhadas e maravilhadas frente a tecnologia do PC ou TV, também estão aprisionadas como em uma redoma. A família se auto destrói a cada dia por falta de diálogo. Tente ser diferente. Seja o divisor das águas.
Escrito por Vicente Almeida
13/08/2014
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

VILA ENCANTADA - Por Vicente Almeida

Desejo que a blogueira esteja se restabelecendo muito bem e quando puder veja o novo visual da "Vila Encantada", você que esteve por aqui sabe como era antes.

O prédio possui 260m2 de área construída, 130m2 para cada apartamento. Obra Iniciada em 13/08/2013 e concluído em 30/06/2014. Duas de minhas filhas ocuparão este espaço.

Estes homens tornaram possível nosso sonho - Blusa Branca é o mestre de obras os outros são pedreiros, não havia serventes, todos se revesavam nessa função.

Detalhe fundamental: São construtores tipo universal (hoje quase inexistente)além de construírem o prédio, também executaram os serviços eletro-hidráulico-sanitário. 


Angulo dos fundos



















Chapada do Araripe vista a partir da Vila Encantada, um pedacinho do céu - acho!

Vicente Almeida
03/07/2014

sábado, 14 de junho de 2014

Viva A PAZ!



O brasileiro REALMENTE não sabe o que quer...eu temia muito a abertura, tinha medo de baixaria. Agora que passou, o brasileiro fica procurando defeito em tudo. Isso é típico de nosso povo, na verdade, esse tipo de pessoa, não sabe o que quer, sequer sabe a que veio. A gente chega na Europa não vê nada disso, claro que há problemas "chez eux" mas eles resolvem lá entre eles.. O brasileiro infelizmente, só está feliz diante da baderna. Temi muito a abertura da COPA mas graças a Deus tudo está correndo aparentemente em paz. Vamos chegar lá numa boa mesmo que não sejamos hexas peçamos que tudo termine na mais perfeita harmonia. Viva o BRASIL! Viva A PAZ!! VIVA A COPA!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Luiz Lisboa, o pagador de promessa.

Senhor,em frente ao altar
Dobro o joelho
Começo a pensar
Reflete um espelho
Minha mãe meu avô do lado
Eu brincava na igreja
Meu pai numa peleja

Tentando parar

Eu cresci fui embora
Em rua certa
Eu andei torto

Um boca aberta
Pisando errado
Mas pra meu conforto
Ainda não morto
Posso orar

E em frente ao altar
 Eu peço agora
 A Nossa Senhora
 Um pequeno socorro
 Amanhã vou ao morro
 Com o rosário na mão
 Pelo meu coração
 Uma promessa pagar

Da serra admirar
Com alegria no rosto
Que no mês de Agosto
Eu posso voltar
E da capela
Ver São Raimundo
E com um sorriso profundo
Eu ainda saiba orar.

Luiz Lisboa, o pagador de promessa.

terça-feira, 27 de maio de 2014

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL.

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL.
(Frei Betto)

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois modelos produz felicidade?"
 
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?" Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde". Comemorei: "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde". "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..." "Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: "Que pena, a Daniela não disse "tenho aula de meditação"!
 
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso, as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um super-executivo se não consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
 
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto"? "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite"! Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
 
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
 
Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais.
 
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções - é um problema: a cada semana que passa temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede, desenvolve de tal maneira o desejo que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
 
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los aonde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque para fora ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
 
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas... Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…
 
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz".
 
Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de "O desafio ético" (Garamond), entre outros livros.